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Branding como instrumento de gestão nas empresas

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Branding: afinal, o que é isso? Administração de marcas ou Branding deixou de ser um compromisso passageiro, um movimento modal, uma preocupação cosmética de designers e profissionais de comunicação. Não é também uma elaboração intelectual e filosófica sem compromisso com o bottom line. Branding tem se transformado rapidamente em um instrumento de gestão nas empresas.

Como Branding pode se constituir num processo internalizado dentro das organizações? Como sua cultura pode penetrar e se enraizar nos processos de gestão dos negócios?

As recomendações seguintes não são uma “receita de bolo”, mas quem as pratica sabe que o poder de negócio e de relacionamento de suas marcas com o mercado e com público interno é muito maior e mais sustentável.  

1) O processo de conversão: esta é a primeira e talvez mais essencial de todas as recomendações. É o seguinte: ou a organização e principalmente seus executivos-chave têm consciência da necessidade de levar temas de Branding para o boardroom ou nada vai acontecer. Ele vai continuar feudalizado em algum departamento, provavelmente marketing ou comunicação corporativa. Sem uma autêntica conversão, Branding tem apenas um papel cosmético e periférico.

2) Menos vaidade corporativa: marcas não resistem a desaforos. Um dos piores é a vaidade corporativa. É em nome dela que a marca assume ares de soberba e de injustificada arrogância. Por exemplo: quando a marca se aventura em novos mercados de produtos e serviços sem ter licença perceptual ou autoridade reconhecida para isso. O mercado está cheio de casos de marcas de boa estatura que, no entanto, movidas por vaidade corporativa sentem-se no direito de atuar em áreas novas onde não são reconhecidas como um player natural.

3) A importância da humildade: Louis Gerstner (ex-CEO da IBM) disse algumas vezes o seguinte: “A desk is a dangerous place from which to view the world”. Não sei se, originalmente, a frase é dele, mas acabou sendo para mim. Branding é um processo alimentado por um conhecimento real dos clientes, consumidores e stakeholders em geral. Grandes líderes de empresas aéreas vivem dentro de aviões; profissionais do mercado de consumo adoram conviver com supermercados. O contato com o mundo real ensina tanto quanto o que nos chega pela tela dos computadores. Branding não é uma construção filosófica de intelectualóides de “sacerdores e iniciados”. É uma formulação que deriva de um profundo conhecimento daqueles a quem a marca se dirige.

4) A preservação da identidade: Branding é uma forma criteriosa de proteger as conquistas simbólicas da marca. Nada mais nefasto para a vida das marcas do que a confusão. E o crescimento das empresas, seus processos de aquisição e fusão têm criado uma arquitetura confusa de marcas, que muitas vezes parece mais uma casa com “puxadinhos”. A posição das marcas, umas em relação às outras, complica-se. As hierarquias perdem a limpidez. Forma-se o que nós da TroianoBranding, costumamos chamar de “surubrand”. É uma expressão tão feia quanto fácil de entender. O “surubrand” compromete a preservação da identidade. Difícil imaginar, seja em mercados de consumo seja em B2B, que a prosperidade possa existir, em nosso mundo, sem uma visão e práticas sólidas e consistentes de Branding.   

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Entendemos o Marketing como holístico. Isso quer dizer que ele não só permeia toda a empresa, mas como é o grande orientador do negócio. É a base.

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MBA Marketing e Comunicação Estratégica – IGEC FACHA

E a comunicação é uma das janelas pela qual a empresa chega ao mercado e aos seus clientes. Por isso, pensar o Marketing e a Comunicação de forma estratégica nada mais é do que fazer o que eles realmente são. Dentro deste raciocínio, nos dias de hoje, no entanto, é impossível não dividir o fazer Marketing em algumas caixinhas.Por serem tão amplos e vitais, Marketing e Comunicação dependem de Design Thinking, por exemplo. Uma abordagem que propõe imersão no cotidiano do usuário final do produto ou serviço, seguido de insights criativos e testes com protótipos, para reduzir o risco.

Antes de tudo, porém, Marketing e Comunicação Estratégica precisam entender de
gente. Antropologia do Consumo e Comportamento do Consumidor. Daí entrar na
mente dele pelo Neuromarketing. Não sem ter o Branding como ferramenta de gestão e aplicar tudo por meio de estratégias de Shopper e Trade Marketing. Sem esquecer que Marketing de Conteúdo e
Inbound Marketing nos dias de hoje são fundamentais para gerar engajamento e
novos clientes.

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