Belarus: líder da oposição é presa na fronteira com a Ucrânia

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Nesta terça-feira (08), a líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaya, pediu a liberação de sua colaboradora Maria Kolésnikova, de 38 anos. A ex-candidata a presidência, Svetlana, foi detida na segunda-feira (08).

A prisão ocorreu na fronteira com a Ucrânia em um momento delicado que aumenta a repressão contra os críticos do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. A colaboradora Kolésnikova é uma das poucas opositoras que permanecem no país.

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Na segunda-feira, testemunhas disseram que a colaboradora tinha sido levada por homens não identificados em um carro, mas sua prisão não foi confirmada pelos agentes policiais.  

Belarus: líder da oposição é presa na fronteira com a Ucrânia
Fonte: (Reprodução/Internet)

Atravessando a fronteira da Ucrânia  

Nesta terça-feira (08), o porta-voz da Guarda de Fronteiras, Anton Bytchkovski, confirmou à AFP que a colaboradora foi apreendida quando tentava atravessar a fronteira da Ucrânia com outros dois participantes do Conselho de Coordenação, Anton Rodenkov e Ivan Kravtsov.

“Maria Kolésnikova deve ser libertada imediatamente, assim como todos os membros do Conselho de Coordenação [para a transferência pacífica do poder] e presos políticos anteriormente detidos”, disse Tikhanovskaya, exilada na Lituânia.  

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A ex-candidata à presidência, que acrimina fraude na eleição de 9 de agosto, confirma que a função do Conselho de Coordenação é ser um programa para negociações. “Não há outra solução e Lukashenko deve perceber isso”, explica Tikhanovskaya.

Exílio após ameaças de Belarus

Mesmo que  Svetlana Tikhanovskaya esteja procurando refúgio em Lituânia, outros nomes citados como opositores da política buscaram refúgio no exterior por temerem serem presos.  

Um exemplo pode ser Olga Kovalkova, integrante do Conselho de Coordenação, viajou para a Polônia depois de receber diversas ameaças do serviço de inteligência de Belarus. Verónika Tsepkalo, diretora da campanha de seu marido, Valeri Tsepkalo, também deixou Belarus por medo de ser presa.  

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