Carnaval 2021 – Desfiles das escolas de samba do Rio são adiados

ANÚNCIO

Nesta quinta-feira (24), a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) decidiu adiar os desfiles do carnaval do Rio em 2021. A decisão diz respeito a não ocorrência do evento em fevereiro, e que a remarcação da data depende exclusivamente da campanha de vacinação. 

Os representantes das escolas de samba do grupo especial junto aos coordenadores da Liesa esperam que a distribuição da vacina contra a Covid-19 aconteça o mais rápido possível. Pois sem ela não há chances de se concretizar o evento em suas respectivas habitualidades. 

ANÚNCIO

Seguindo as restrições de circulação e regras de distanciamento social devido à pandemia do coronavírus, os trabalhos que são realizados durante todo o segundo semestre nos barracões das escolas de samba para o carnaval do ano seguinte ainda não tiveram início. 

Carnaval 2021 - Desfiles das escolas de samba do Rio são adiados
Fonte: (Reprodução/Internet) 

Cidade do Samba fica afetada sem preparação para 2021

Na reunião da sede da Liesa, no centro do Rio, o presidente da associação, Jorge Castanheira ao confirmar o adiamento do evento, justificou que as escolas não têm mais tempo, logística nem condições financeiras para uma organização que viabilize o carnaval 2021.

Logo, acrescentou que a solução seria um processo alternativo em outra data, antes ou no mês de junho para que não prejudicasse o carnaval de 2022. Neste mês de setembro as escolas de samba estariam no auge da preparação para os desfiles. 

ANÚNCIO

Mas o que se encontra na Cidade do Samba são bombeiros, seguranças e garis. A preocupação das escolas está em como se manter nos próximos meses, juntamente a grande quantidade de pessoas que ajudam a realizar a festa.

Integrantes das escolas de samba enfrentam dificuldades 

A escola de samba da Portela perdeu 20% de sua receita sem os eventos na quadra, já que os barracões e quadras seguem fechados. Ela teve que se sustentar com programas do governo federal e de sócios contribuintes e torcedores, para manter os funcionários administrativos e os profissionais fixos dos desfiles.

Outro caso é o da Lilian Cristina de Jesus, que faz adereços para a escola São Clemente há 10 anos. Consultada pelo portal El País, ela disse que está sobrevivendo com encomendas de bolos, doces e salgados e do auxílio emergencial

Acrescenta que com o trabalho no barracão ela cobria o orçamento de 5 a 6 meses do ano, mas que agora está pagando metade do aluguel da casa onde mora com o filho adolescente, com uma dívida de R$ 2.000,00. O portal G1 mostrou, no início de setembro, a Cidade do Samba parecendo uma cidade fantasma

ANÚNCIO