Necronomicon é considerado o livro mais perigoso do mundo – veja por que

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P. Lovecraft é um autor. Ele é um estadunidense. E foi quem escreveu o livro. O livro é sobre fórmulas mágicas para invocar o sobrenatural. Ficou com medo? Saiba que esse é só o começo. Porque o livro também é capaz de ajudar você a dominar a relação de espaço-tempo.

E o que podemos adiantar para você é o seguinte: não existem cópias desse livro em nenhuma parte do mundo. Para quem estudou o assunto, a edição é única e sim, a mais perigosa do mundo. O motivo é simples: o conteúdo pode levar o leitor a demência ou a morte. Entenda!

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Necronomicon é considerado o livro mais perigoso do mundo – veja por que
Foto: (reprodução/internet)

Sobre a história de Necronomicon

O livro conta sobre profecias e feitiços. Obviamente, se essas ações forem praticadas por pessoas erradas elas podem gerar danos irreparáveis. O livro ainda mostra a realidade da história do mundo, citando alguns rituais obscuros e medonhos do passado. 

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O mais engraçado é que os próprios especialistas que estudam o livro ou o conteúdo do livro geram mistérios acerca da edição. E, por isso mesmo, várias cópias falsas têm sido criadas no mundo todo. O resultado é que o livro é único, obra de ficção e mostra vertentes da história.

O que se sabe também é que o autor sabia que não seria correto relevar o segredo através desse livro. E, talvez por isso, Necronomicon tenha sido escrito pelo árabe Abdul Al-Hazred, ou melhor, Ibn al-Rawandi ou simplesmente Rhazes. E isso é o autor mesmo que contou.

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Quem é o autor Rhazes

A história de Rhazes é a seguinte: ele nasceu em 827 no Afeganistão e era um islâmico. Estudou temas como sufismo (uma corrente do islã), teologia árabe e cristão, além de ter sido autor de vários livros sobre o tema e sobre filosofia também. 

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Depois de tantos estudos, Rhazes começou a fazer peregrinações em lugares mais distantes e que eram, como dizem os estudiosos, “selvagens” para aqueles tempos. Nessa trajetória, Rhazes viveu como professor desconhecido e reapareceu após 10 anos no deserto vermelho.

O deserto vermelho fica em Rub’al Khali. E ele contou que nessa década de “desaparecimento” esteve na cidade perdida de Iram (que é mítica). E foi lá que estudou os ensinamentos antigos e secretos que estão no seu livro.

De Al Azif para Necronomicon

Foi após essa década que Rhazes viajou para o Egito e começou a visitar outras cidades históricas, como Alexandria, Cairo e Memphis. E foi lá que passou o resto do estudo do que ficou sendo chamado de “ciências ocultas”. Assim, nasceras as primeiras páginas de Al Azif.

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O conteúdo é proibido e, por isso, todas as cópias foram destruídas. Já em 1100, o Al Azif foi traduzido para o grego pelo mosteiro St. Paul, que era um eremita do Egito. E foi aí que ganhou o nome de Necronomicon. 

Já em 1211, a tradução foi proibida e as cópias, queimadas por ordem de Constantinopla. No século XIV, o Al Azif foi traduzido para o latim por Arnaldo Vilanova. Em 1389, o Papa Bonifácio IX baniu os livros associados ao Al Azif. Mas, uma tradução grega foi preservada. 

O Necronomicon no mundo

Se você entendeu a história até aqui, viu que entre os mandatos de pôr fogo nas obras, um exemplar sobreviveu, certo? E com a queda de Constantinopla, a obra chegou até a Rússia. Isso tudo por volta dos anos de 1453. 

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Então, o livro foi escrito no Egito, mas foi traduzido para o grego e depois para o latim. E foi a versão grega que sobreviveu. Já na Rússia, Rasputin é quem ficou com o livro, que ganhou da esposa do Czar Nicolás. E até hoje acredita-se que só há esse texto original em árabe.

Isso porque a cópia grega que sobreviveu foi pega durante os saques do mosteiro de St. Paul. Mas, antes disso, conta a história de que um alquimista, o Teofrasto Paracelso, fez uma tradução para o alemão. E mais tarde, teve tradução do livro de Paracelso, para os suecos.

As últimas traduções do Al Azif

A tradução sueca teve fim em 1697 no incêndio do Palácio Real em Estocolmo. Só que no século XVII, o místico John Dee começou a fazer uma nova tradução da obra-prima. No entanto, ela não foi publicada até a morte dele. 

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Agora, após tantas queimas, traduções e viesses, você pode estar se perguntando o que tem por trás desse livro que o faz ser tão misterioso assim, correto? Vamos contar. 

O que tem no Necronomicon

O livro conta sobre a arte de dominar a mente de outras pessoas. E não é só isso. Também há fórmulas de como ficar invisível ou se transformar em um animal. E esses assuntos dão medo por serem desconhecidos. O problema é que não para por aí, não.

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Há ainda dicas e truques sobre o uso de venenos e rituais pagãos. Então, por que o livro foi criado, qual era o objetivo, o que o autor queria com ele? Ninguém sabe. O que sabe é que ele mostra um pouco da mitologia suméria e da Babilônia, já que cita criaturas primitivas e deuses.

Estudiosos que conhecem algumas páginas também mencionam os mitos da Mesopotâmia, como a história do homem chamado de “árabe louco”. Lembrando que não há cópias do livro que se tem conhecimento. Mas, pode haver alguma escondida. 

Como Necronomicon foi escrito

Outro ponto sinistro sobre o livro é que estudiosos, devido ao tempo em que foi escrito, acredita que as páginas tenham sido escritas com sangue humano. Já a capa é de pele. E os relatos você já sabe: sobre demônios e invocação do mal.

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Para quem vai estudar mais do assunto, saiba que a primeira citação originada foi no conto “The Hound” do próprio Lovecraft. E o próprio autor disse, já em 1055, que as pessoas se ofenderam com o livro, onde chamou Cthulhu de prisão eterna. 

Ah, só para contextualizar esse ponto, saiba que os Mitos de Cthulhu foram os primeiros contos que o autor escreveu. A partir deles, vários novos autores começaram a publicar os próprios contos. E com essa expansão, o autor original lançou o seu livro, o Necronomicon.

Há outras versões do livro Necronomicon

Curiosidade à parte, considere que há sim outras versões desse livro. Por exemplo, sem ter notícia oficial, saiba que se acredita que a Universidade de Buenos Aires e a Biblioteca de Wiedener tenham versões editadas já no século XII.

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Só vale lembrar que o autor já avisou, desde sempre, que a leitura pode levar à loucura, gerar pesadelos ou visões sinistras. Portanto, se você vai procurar pelo exemplar, o ideal é ter noção sobre esses possíveis efeitos colaterais, está bem?

E só para contextualizar toda história temporal, vamos lá: o livro foi escrito em 730 d.C e foi traduzido para o grego em 950, agora como Necronomicon. Foi queimado, perdido e parado no tempo. Mas, teve tradução para o latim em 1228. Novas reimpressões saíram depois. 

Outros livros malditos que existem no mundo

Além do Necronomicon, saiba que outros livros também causaram muito polêmica desde a publicação. Por exemplo, o Livro de Thoth que foi escrito e queimado durante o império egípcio. Ele tinha ensinamentos perigosos e fala sobre a influência dos faraós sobre os povos.

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Já o Livro de Dzyan, chamado de primeiro livro do mundo, conta sobre seres que habitaram o planeta a milhões de anos, antes mesmo dos homens. Há quem diga que há uma cópia escondida no Tibet. Já o Livro de Voynich é considerado indecifrável.

Isso porque ele foi escrito por uma língua que é desconhecida e há mais de 1 século. Ele é muito estudado por historiadores, linguistas, matemáticos, engenheiros, astrônomos e até mesmo os botânicos. E tem o Excalibur, da década de 40, que fala da imortalidade humana.

Outros falsos livros malditos

Já esse próximo tópico é para você ficar atento quando alguém tentar vender para você um livro sinistro. Isso porque pode ser que ele nem exista. É o caso de “Os Segredos da Arte das Trevas”. Esse livro foi citado em Harry Potter e tem detalhes sobre como fazer Horcruz. 

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Já o Diário de Madalena, vem da obra O Código da Vinci, do Dan Brown. Assim, é polêmico. O documento é um texto que, supostamente, por escrito por Maria Madalena e dá alicerces para o mundo cristão. Mas, não há outras menções sobre ele antes de O Código da Vinci.

The Grasshopper Lies Heavy é um livro citado em O Homem do Castelo Alto, que é um livro de Philip Dick. Assim, é uma história alternativa, onde os aliados vencem a 2ª Guerra Mundial. O livro foi proibido porque nazistas não queriam ver esperança. Mas, ele não existe.

O Necronomicon nos cinemas

Para quem assistiu alguns filmes e lembrou da história do Necronomicon, considere que há mesmo referências a ele. Aliás, referências não, mas inspirações. É o caso de In The Mouth of Madness (John Carpenter) e The Evil Dead (Sam Raimi).

Tem ainda mais 3 filmes. A continuação de The Evil Dead e os outros dois também são do mesmo autor, o Sam Raimi. São eles: Army of Darkness e Ash vs. Evil Dead. Ah, e o Alan Moore também lançou uma História em Quadrinhos citando Lovecraft e referenciando o livro dele.

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